O guia definitivo do uso do Marketing por Dados

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Marketing por Dados

Olá, eu sou Rodrigo Nascimento e adoro ensinar ou falar sobre Marketing por Dados.

Vou mostrar a você, de uma vez por todas, como os dados podem ser grandes aliados na busca por consistentes resultados das estratégias de marketing digital. Vem comigo?

Sempre digo que a minha missão é desmistificar toda essa parte de dados em marketing e ciência de dados.

Neste post, vou mostrar como você pode ser mais analítico e tecnológico, ou seja, se tornar, definitivamente, um profissional de marketing por dados. E para isso, vou trazer muitos insights e tendências.

Desafios do marketing digital

Vou apresentar alguns pontos da ideia central de marketing por dados:

1. Ferramentas que podem, devem ou não serem utilizadas;

2. Como as empresas estão usando os dados para se empoderar e tomar decisões mais assertivas e precisas em estratégias de marketing digital?

3. Como você pode começar a trabalhar com marketing por dados?

Para começar a entender a ideia central do marketing por dados, vamos analisar rapidamente os desafios em marketing digital.

1. “Onde eu vou investir o meu dinheiro e o meu tempo?”

Nos últimos anos, o marketing sofreu uma transformação impactante — e até drástica — relacionada ao digital, que acabou mudando muito a relação do consumidor com a sua jornada (desde o momento em que ele é abordado pelo anúncio até a finalização da compra).

O marketing digital trouxe a facilidade e a abundância de dados para as empresas, criando oportunidades para que elas, através das inúmeras ferramentas digitais, atuem no mercado. 

Mas isso gerou, pouco a pouco, uma ansiedade por resultados, ao mesmo tempo em que aumentou as estratégias e oportunidades de marketing.

Diante de tudo isso, o consumidor e empresas fizeram um questionamento: “onde eu vou investir a minha grana e o meu tempo?” Esse é um grande desafio no marketing digital.

2. Redução de custos com as estratégias em marketing digital

Há aproximadamente dez anos (quando comecei a trabalhar com marketing digital), o custo de um clique girava em torno de centavos. E agora, se você conseguir algum clique por R$ 0,90, está muito bom.

Se você conseguir gerar lead a menos de R$ 0,50 ou R$ 1,00, por favor, converse comigo. Principalmente em alguns nichos (marketing digital e RH) mais competitivos que, com certeza, vão aumentar esse valor do investimento.

O que era investido há oito anos, para gerar entre 2 e 3 mil leads, hoje gera em torno de mil, que já está legal.

3. Competitividade no mercado de marketing digital

A competitividade aumentou muito em função da entrada dos micro e pequenos negócios — que são a maioria no Brasil — no marketing digital. Eles começaram a anunciar no Google e no Facebook, perceberam que existem outras possibilidades e viram que as pessoas estão buscando pelo trabalho deles (nas mídias). 

Isso aumentou o custo de aquisição de cliques, por exemplo.

Além disso, esse movimento trouxe uma outra perspectiva que foi evoluindo: “putz, tem muita gente competindo no mesmo espaço, em várias mídias. Onde eu vou investir e dedicar o meu tempo?”.

Vamos aprofundar um pouco mais sobre esse tema. Continue a leitura.

O marketing por dados vencendo os desafios do marketing digital

O marketing por dados contribui diretamente para vencer esses desafios, ajudando a encontrar a melhor solução para reduzir o risco de aquisição e de trabalho na estratégia de marketing digital.

Muitas vezes, isso acontece porque você impacta a audiência correta e, consequentemente, vai entendê-la melhor.

Neste vídeo, falo especificamente sobre audiência. Assista aqui:

Já em competitividade do mercado, o marketing por dados consegue mostrar quem são os seus concorrentes e o que eles estão fazendo.

Eu apresentei, em uma das minhas aulas, como detectar as estratégias utilizadas pelos seus concorrentes. E no meu curso Expert em Marketing por Dados, mostro como destrinchar seu concorrente e entender o que ele está fazendo ou não. Beleza?

Simplificando o conceito de marketing por dados

Então, o que é marketing por dados, de fato? Ele é a união do conceito de marketing (4 Ps, Philip Kotler etc.) com a ciência de dados.

Se você está pensando que ciência de dados não é para você, relaxa. Como já disse, a minha missão aqui é desmistificar toda essa parte em marketing, ciência de dados etc.

Ou seja, marketing por dados é a inserção de tecnologia em marketing, a força do analytics (análise de dados) e a visão de negócio. São três pilares. 

1. Tecnologia

Nos últimos dez anos, como profissionais da área, vimos uma inserção muito grande da tecnologia no nosso dia a dia. Posso citar as automações de marketing: SharpSpring, RD Station, Hubspot, Active Campaign e o próprio YouTube, que também é uma tecnologia.

Essa afinidade e necessidade de ter um grande conhecimento em tecnologia, focadas no marketing, é papel do profissional e exigência básica do mercado.

Um profissional que sabe muito sobre Hubspot (início do Inbound Marketing) é extremamente valorizado, porque é raro.

2. Analytics

analytics — o segundo pilar — nos traz a necessidade de ter uma mente analítica capaz de entender as tecnologias disponíveis hoje. 

Você sabia que, em 2020, foram mapeadas mais de 12 mil ferramentas só para o marketing?

E tudo isso gera dado. Esses dados precisam ser analisados e transformados em informação útil. Caso contrário, você não consegue decidir estrategicamente. E o que é uma informação útil? Algo que vai lhe permitir tomar uma decisão estratégica e assertiva.

Essa análise é muito importante para que você tenha maior precisão nas suas ações.

3. Visão de negócio

O terceiro pilar do marketing por dados é a visão de negócio. Você precisa ter conhecimento macro do negócio para entender, por exemplo, o impacto das suas ações em marketing e quais resultados elas vão gerar.

Então, se o profissional de marketing tem uma afinidade muito grande com a tecnologia, mente analítica e visão de negócio, vai por mim, ele é diferenciado.

Nós temos profissionais (do curso Expert em Marketing por Dados) que, em menos de 6 meses, conseguiram aumentar em 30%, 40% os seus salários, porque conseguiram se qualificar. 

Teve gente que, em aproximadamente 12 meses, dobrou o salário. Eles se transformaram em profissionais raros no mercado.

Você não precisa saber de estatística, matemática, programação para trabalhar com marketing por dados. Se souber, vai ser melhor? Vai, porque isso fará de você um profissional altamente qualificado e muito mais raro.

Além disso, encontrar rapidamente uma solução não é o foco do marketing por dados. Ele procura, a princípio, entender o problema e, em seguida, cria a ação para solucioná-lo. 

Eu não sei programar, não sei trabalhar com PHP, Python. Mas eu tenho conhecimento suficiente para, no mínimo, discutir com o meu time as possibilidades que essas tecnologias me entregam, que são linguagens de programação para análise e ciência de dados.

Modéstia à parte, eu tenho um conhecimento muito grande em tecnologia, em análise e visão de negócio, e isso faz de mim um profissional raro.

O marketing por dados transforma você em um sniper

Eu costumo dizer que o marketing por dados transforma você em um sniper, ou seja, o profissional que vai até o centro do problema para cortar o mal pela raiz.

E o que cada pilar traz? A tecnologia proporciona agilidade, o analytics fornece precisão e a visão de negócio traz inteligência. Veja este exemplo:

Você cria, diariamente, um relatório que apresenta informações sobre uma determinada ação (eu conheço profissionais que demandam, por dia, entre 40 e 50 minutos para executar tarefas desse tipo). 

Desculpa, mas não faz sentido se a tecnologia pode fazer isso. Se essa é uma tarefa repetitiva, posso automatizar e gerar isso de várias maneiras. Vou citar, ainda neste post, algumas ferramentas que podem ajudar na automatização de processos.

O analytics ajuda o profissional a ter mais precisão na tomada de decisão, basta gerar os dados para a análise. Essa capacidade vem com o tempo, porque o nosso cérebro é um músculo que precisa ser exercitado. 

Isso se torna possível através do treinamento constante em novas análises, mesmo sem entender nada. Eu comecei assim e sei que este foi o início de vários outros profissionais.

E por último, a visão de negócio que traz a inteligência e experiência de mercado para que a análise seja muito bem-feita, apontando até mesmo qual tecnologia usar.

Interpretação de informações no marketing por dados

E o que são os dados gerados em todas essas ferramentas?

Os dados gerados precisam ser analisados, certo? E dentro dessa análise deve ter interpretação da informação. Você pode ser analfabeto ou analfabeta de dados e ainda assim aprender. 

É por isso que eu estou dando aulas, às quintas-feiras, no meu canal do YouTube.

Essa interpretação vai dar, de fato, uma clareza do que está acontecendo. É basicamente o seguinte: você está investindo valor x no Google e não sabe, por exemplo, se está dando certo ou não. Você precisa saber se está tendo retorno do investimento.

Lembre-se: tecnologia ou o trabalho com os dados é o meio. O fim é o resultado que você pode gerar por meio desses dados.

Tudo isso depende muito dos testes. Em 2020, contabilizei entre 1.700 e 1.850 ferramentas testadas nos últimos dez anos. Sem exageros, tenho quase todas listadas em uma planilha.

Ferramentas básicas utilizadas no marketing por dados

1. Google Analytics

Ele pode ser realmente básico para muitas pessoas, mas o que importa é o que você faz. Com ele, é possível analisar as conversões avaliadas pelo site, tempo médio de permanência na página etc.

Poucos profissionais utilizam o Google Analytics para saber quais são os melhores canais de aquisição. Essa ferramenta pode mostrar, perfeitamente, qual é a melhor forma de captação.

Ela também mostra quais são as páginas mais visitadas no site. E se você tem essa informação, tem ouro nas mãos.

Digo, mais uma vez, não é só sobre a ferramenta, mas o que você consegue apresentar de análise com essa métrica. A visão de negócio e a inteligência aplicada vão fazer total diferença no resultado.

Uma análise prática

Eu adoro ver que a métrica de novos visitantes está maior que a de visitantes retornantes. Arrisco dizer que ninguém, que eu conheça, faz essa análise: se eu tenho um blog e identifico que os novos visitantes estão, há 12 meses, entre 80% ou 90% e os visitantes retornantes estão entre 10% ou 20%, eu tenho um problema aí.

É importante capitalizar um pouco mais entre 70% e 30% de visitantes retornantes ou 60%, 40% (fica ainda melhor). Isso quer dizer que, se as pessoas estão retornando, o seu blog é muito bom e está bem-posicionado para várias palavras-chave.

Em um blog, por exemplo, se a página mais acessada é sobre um determinado tema, esse tráfego pode ser aproveitado para converter mais. É o que chamo de Brand Building SEO ou construir uma marca por meio do SEO. 

As pessoas vão buscar tantas informações no seu nicho de atuação que, ao fazer tais buscas, você aparecerá de forma recorrente.

2. Hotjar

Ele faz o escaneamento e espelha o mapa de calor de onde as pessoas estão clicando na sua página. Outra possibilidade é a filmagem do mouse dos usuários para saber o que elas estão acessando na sua página.

Neste vídeo, eu cito alguns exemplos de utilização dessas ferramentas. Corre lá para assistir. 

3. Automações de marketing

Automatizam fluxos e envios de e-mails, fazem qualificação de leads e conseguem também desempenhar o trabalho que seria manual. Exemplos de ferramentas de automação: SharpSpring, RD Station, Hubspot, Active Campaign.

4. Análises competitivas

Essas análises permitem que você saiba para que o seu concorrente está se posicionando, quais as palavras-chave anunciadas no Google Ads ou quais anúncios estão sendo trabalhados no Facebook.

Ferramentas como análises incríveis: SEMRush, SimilarWeb, Facebook Library

Leia também: Inteligência competitiva: como os dados podem ajudar?

5. E-mail Traking

Essa ferramenta ajuda você a ter um e-mail web mais completo e robusto. Geralmente, ele atende usuários do Gmail, já que a plataforma do Google permite maior integração para eventuais melhorias.

A grande vantagem do e-mail traking é a geração de dados por meio das interações que seus contatos têm com o envio dos seus e-mails. Isso permite que você saiba quem abriu o e-mail e interagiu com o seu conteúdo, ajudando você com tomadas de decisões assertivas.

Ferramentas de e-mail: Hubspot CRM, Bananatag, Boomerang e Streak.

Como você pode começar a trabalhar com dados hoje?

Vou mostrar em 5 passos como é possível se dar bem com o marketing por dados.

Passo 1

Saiba o que você quer extrair de informação. Um dos grandes erros dos profissionais e empresas que trabalham com dados é não saber o que deve ser extraído ou qual informação gerar (o objetivo da geração de cada dado).

Passo 2

Ter tecnologia para gerar os dados.

Passo 3

Comece a levantar todo tipo de informações, úteis ou não. Lembre-se: interpretar dados é como o exercício físico. Faça testes e não tenha medo de testar. Pratique todas as tecnologias com essas análises.

Passo 4

Comece a criar hipóteses para testar em suas estratégias.

Passo 5

Faça tudo novamente. Se deu certo, continue analisando. Crie uma ação para validar a hipótese. Se não, teste outra tecnologia. O mais importante é que você não desista.

Ingresse no mundo dos dados sem receios e investigue todas as informações que puder. Dentro de algum tempo, você será capaz de interpretá-las com tamanha naturalidade, que a sua maestria o diferenciará no mercado. 

Espero que você tenha gostado deste conteúdo. 

Leia também: Visualização de Dados: por onde eu começo? ou navegue pelo blog para encontrar outros conteúdos sobre marketing digital e marketing por dados.

Um abraço e até a próxima!

Sobre o autor