Return on Data Investment: tudo que você precisa saber

Enquanto o Big Data ganha mais adesão entre empresas de diferentes segmentos, a análise do retorno tem intrigado gestores e diretores. Afinal, como mensurar o Return on Data Investment de forma eficiente?

De acordo com um estudo da Teradata, entre os pesquisados, apenas 37% conseguiam quantificar o retorno proporcionado pelo uso de análise de Big Data, enquanto 47% afirmaram não conseguir e 9% o “desconhecem”. Ou seja: a mensuração do retorno ainda é um desafio.

Hoje, vamos explicar o que é, de fato, Return on Data Investment, qual a importância dele e como mensurá-lo. O objetivo é auxiliar na consolidação dos investimentos em Big Data e tornar a análise de dados uma solução mais aplicável ao cotidiano corporativo.

O que é Return on Data Investment?

Inicialmente, é necessário compreender o que é Return on Data Investment — ou RoDI. A métrica tem a mesma função do ROI em outros investimentos e consiste em identificar o retorno proporcionado por um investimento em dados.

Ela, entretanto, possui mais implicações do que a análise comum de ROI. Por exemplo, como quantificar o retorno trazido por uma otimização de processo obtida com o uso do Big Data. Ou, ainda, como mensurar um modelo preditivo que mostrou uma tendência à recessão das vendas em um determinado mês e evitou um prejuízo com estoque?

Por tais razões, a mensuração do Return on Data Investment é mais sensível que outras métricas. Ainda que uma pesquisa da McKinsey indique um aumento de 60% na margem operacional e redução das despesas em 8% para empresas que adotaram o Big Data, muitas companhias têm dificuldade de chegar a esses números.

Qual a importância de medir o RoDI?

Ainda que a análise do RoDI não seja simples, ela é extremamente importante para quem investe em Big Data. Apenas analisando o retorno, a empresa consegue identificar o quão benéfica tem sido a solução e também reconhecer as otimizações que podem ser realizadas.

Uma das razões da mensuração do RoDI ainda apresentar dificuldades deve-se à vanguarda do investimento. A tendência é que mais estudos surjam sobre o tema, auxiliando e ampliando as possibilidades de análise do retorno.

Enquanto novas alternativas não aparecem, especialistas indicam algumas opções de como fazer a mensuração do Return on Data Investment de uma forma semelhante ao ROI.

Como mensurar o RoDI?

A mensuração do RoDI deve considerar a forma de implementação da solução de Big Data na empresa. Ao iniciar a análise de dados, a companhia precisa elaborar algumas perguntas específicas que ajudem a dar foco à análise de dados.

Ao definir com clareza as perguntas e problemas que a empresa pretende responder com o uso de grandes dados, é possível determinar como o retorno será mensurado. Acompanhe a seguinte fórmula:

RODI = (ganho com dados – custo por dados) / (custo por dados)

Os ganhos com dados estão distribuídos em três categorias, sendo elas:

  • impacto no negócio – redução do ciclo de venda, aumento do ticket médio, aumento do número dos clientes etc.;
  • benefícios operacionais – redução do tempo dos funcionários, menos custos com ferramentas adicionais;
  • tecnologia – melhora da manutenção de TI, diminuição dos custos de realização e outros.

Os custos por dados, por sua vez, representam fatores como:

  • custos de implantação e manutenção da infraestrutura;
  • custo dos hardwares, softwares e profissionais necessários à análise de dados;
  • custos de funcionamento da solução.

O resultado é obtido em porcentagem; quando o valor alcançado é maior que zero, houve um retorno positivo ao investimento.

O Big Data é conhecido por proporcionar conhecimentos que auxiliam na tomada de decisão do negócio, gerando benefícios e aumentando o lucro.

Mensurar quantitativamente essas vantagens competitivas nem sempre será possível, no entanto, isso não quer significa desconhecimento completo do retorno gerado pelo investimento em análise de dados.

É possível usar a fórmula apresentada anteriormente para mensurar o Return on Data Investment, assim como alinhá-la com os objetivos específicos do negócio. Por exemplo, se o “ganho com dados” não estiver associado ao problema inicial que pretendia-se solucionar com Big Data, é necessário avaliar essa mudança de foco.

Ficou com alguma dúvida sobre como mensurar o Return on Data Investment do seu negócio? Compartilhe conosco nos comentários que ajudaremos você!

2 Comentários


  1. Parabéns pelo material Rodrigo, vejo que pouquíssimas empresas prestam ao Retorno que o uso estratégico dos dados pode gerar. Adicionaria o custo de depreciação dos dados, pois percebo que a empresa trata todos os dados como iguais, mas na pratica, quanto mais ‘velho’ menor valor estratégico o dado tem.

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    1. Excelente comentário Everton!
      Na verdade os dados antigos podem ser utilizados para detecção de padrões de comportamento e assim nos beneficiar com experiências passadas. A ideia é justamente gerar inteligência para identificar o que é útil e o que não é. Mas sem dúvida, podemos trabalhar com um panorama de depreciação não validando 100% ou dando um peso menor a determinados dados para tomada de decisão.

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