Marketing por Dados: Nunca traga a sua opinião para um debate sobre dados

Analisando o cenário atual dos negócios temos um mercado cada vez mais competitivo e precisamos encontrar novas formas de agregar valor ao nosso trabalho. Além disso, a agilidade e qualidade estão cada vez mais próximas. Precisamos entregar algo de extrema qualidade em pouquíssimo tempo mostrando os caminhos mais acertados. Essa situação tem tornado nossa jornada profissional em um verdadeiro Game Of Thrones.

Por muitos anos, o sucesso de um negócio se baseava na visão e intuição dos CEOs e suas equipes. Óbvio que a experiência adquirida por esses caras os tornam únicos e de extrema relevância para as corporações, porém, hoje em dia eles ganharam um grande aliado: os dados.

Você já pensou o quanto de dados são gerados a cada minuto? Pra você ter uma ideia, 92% de todos os dados no mundo foram gerados nos últimos 3 anos (desde 2013). ÚLTIMOS TRÊS ANOS! É um montante de informação praticamente inimaginável.

Estamos em um momento fundamental de reduzir o peso da sorte/intuição em nossas tomadas de decisão deixando-as cada vez mais racionais e lógicas e menos emocionais. Para isso, o Marketing por Dados é uma opção muito interessante e hoje vamos explorar um pouco melhor esse conceito que sem dúvida alguma vai ganhar o mundo em pouquíssimo tempo.

Qual o diferencial do Marketing por Dados?

Tem acontecido uma confusão natural sobre o real diferencial do Marketing por Dados, pois teoricamente se eu preciso usar dados para criar estratégias, táticas e ações, o marketing digital já nos oferece recursos com ferramentas de Web Analytics como Google Analytics, Hotjar, VWO, entre outras que conseguimos “brincar” com os dados. É até correto esse pensamento, mas o grande diferencial não está em ferramentas e nos dados proprietários, mas sim no cruzamento entre várias fontes que podem nos dar insights mais ricos, aprimorando os próximos passos e tomadas de decisões.

Antes, tínhamos o insight e criávamos as ações. Agora temos os dados para transformar em informação e gerar conhecimento por meio desse processo, ou seja, antes era:

Insights > Ações.

Agora é:

Dados > Insights > Ações. (Acrescentamos uma etapa).

“Ok, Rodrigo! Você comentou anteriormente que o diferencial está no cruzamento desses dados para geração de conhecimento, mas ainda não citou de onde”. Antes, preciso dizer que o cerne de todos esses dados é o Big Data.

Abaixo, as fontes de dados e algumas de suas possibilidades de extração:

 

bigdata

Crédito imagem: Cappra Data Science

Temos 3 tipos de fontes de dados. A extração dos dados é realizada de todo esse universo. Muito bacana, né? Agora você consegue entender porque temos tantos dados gerados a todo momento? Sabia que o seu celular está gerando dados de seus passos, de onde você anda, tempo que leva de um lugar para outro de carro, andando ou correndo? Isso é muito valioso para todos nós. Imagina que a Nike tem os dados de uma boa parte das pessoas que praticam suas corridas e pode criar uma ação onde concentra o maior número de pessoas em determinado horário e sabe até o perfil e preferências dessas pessoas. Como?

Se você gosta de correr, já deve ter visto diversas pessoas correndo com o celular na mão, uma braçadeira ou até mesmo no bolso com o aplicativo de medição da distância percorrida, velocidade, tempo médio, entre outras métricas disponibilizado pela Nike GRATUITAMENTE para esses corredores. Se refletirmos um pouco melhor, não vamos enxergar dessa forma. Andrew Sullivan, um célebre jornalista americano, utiliza uma frase que nos ajuda nessa reflexão: “Se você não está pagando por um produto, é sinal que o produto é você”. Entendeu? Os corredores com o aplicativo da Nike estão entregando dados valiosos que serão transformados em informação para criar estratégias para a empresa criar ativações de marca.

Algumas informações básicas que eles podem ter com esse aplicativo:

  • Quais regiões de uma determinada cidade as pessoas praticam suas corridas?
  • Qual porcentagem de homens e mulheres?
  • Qual o percurso mais comum realizado por essas pessoas?
  • Distância e velocidade média dessas pessoas.
  • Essas pessoas têm usado mais esteira ou estão correndo ao ar livre?
  • Existe alguma região que está ganhando maior relevância para corrida? Por que?

Viu só? Consegui criar seis questionamentos que podem dar diversos insights para a Nike tomar decisões e fazer o que melhor estiver de acordo com suas estratégias e intenções para a marca.

(Mais um) Novo marketing?

Também não é para tanto. Sejamos realistas. A verdade é que o marketing está deixando de ser demográfico e se transformando em comportamental. Aquela velha segmentação de “18-24” está ultrapassada e perdendo valor a cada segundo. Pegando o exemplo da corrida, posso ter pessoas de 15 a 80 anos praticando o esporte com os mesmos interesses e até objetivos. Com a possibilidade de segmentar por comportamento, não apenas deixo a estratégia mais assertiva, mas, o principal: diminuo drasticamente a possibilidade de deixar fora os que antes não eram alcançados por conta de suas idades. A marca se torna mais humana, atendendo a todos da melhor forma possível. Isso é lindo.

O que podemos descobrir com o Marketing por Dados?

Claro que em um artigo como esse não consigo especificar mais sobre o Marketing por Dados, porém posso listar quatro tipos de descobertas que podemos ter com todo esse cruzamento do Big Data.
São elas:

  1. Descobrir padrões de comportamentos
  2. Correlações
  3. Tendências de mercado
  4. Preferências do consumidor

Imagina ter essas quatro possibilidades em tempo real? Pense em acompanhar mudanças de comportamento, tendências de mercado e preferencias do consumidor em tempo real em uma tela ou várias telas (TVs) em sua sala?

Na Buscar [ID] temos estas TVs em que acompanhamos os resultados em tempo real de nosso clientes, conseguindo tomar decisões a todo momento se houver alguma mudança que não era esperada. Isso tem nos ajudado muito a ter melhores resultados. Menos emocional mais racional.

Desafios do Marketing por Dados

Como tudo nesse mundo, há sempre um lado bom e outro ruim. Para ter tudo que abordamos neste artigo é óbvio que existem grandes desafios.

Um deles é o poder de processamento de todos esses dados vindos de tantos lugares diferentes e em tempo real. Estamos falando da extração de dados como imagem, texto, vídeos entre vários outros tipos. É complexo processar tudo de forma rápida. Sem falar que os recursos que temos ainda são relativamente limitados, principalmente o recurso humano para lidar com as ferramentas disponíveis.

Outro grande desafio é tratar toda essa massa de dados por sua diversidade e também pelo fato da grande maioria dos dados não serem estruturados, ou seja, não existe qualquer classificação para sua melhor compreensão e reconhecimento do que está sendo abordado.

Muito bom, mas complexo, né?

Como usar o Marketing por Dados a meu favor?

Com certeza você tem uma abundância de dados em sua empresa vindos do RH, financeiro, projetos de suas equipes, além daqueles disponíveis em seu site, redes socais e outras mídias.

Com os dados de sua empresa, você pode começar a estruturá-los, tentando encontrar uma forma de prever o que pode acontecer a partir de determinados padrões de comportamento. Exemplo: qual é o comportamento padrão de clientes que estão prestes a sair de sua empresa? Pegue todo o “processo” que ele percorre até seu último dia como cliente e faça isso com todos que saíram. Com certeza ABSOLUTA, você encontrará um padrão e poderá combater os possíveis próximos cancelamentos ou não renovações de contrato.

Além disso, você pode melhorar a performance de sua equipe colocando métricas para mensurar sua performance.

Enfim, as possibilidades são INFINITAS, não tenha dúvidas. A criatividade deve ser praticada e explorada para que possa extrair dos dados a melhor informação possível para aumentar seu conhecimento sobre sua empresa e mercado de trabalho.

Chega de contar com a sorte. Conte com os dados e sua criatividade em tratá-los.

 

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